Com a nova vaga de calor a intensificar‑se já a partir desta quinta-feira, dia 2, as Unidades Locais de Saúde (ULS) e os hospitais ativaram o nível 1 dos planos de contingência. A medida implica reforço das equipas de urgência e maior vigilância sobre grupos de risco, como idosos, crianças, grávidas, pessoas com doenças crónicas e trabalhadores expostos ao exterior.
Segundo o vice‑presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, João Paulo Magalhães, o calor extremo aumenta o risco de desidratação, insolações e descompensações clínicas, sobretudo quando as temperaturas mínimas permanecem elevadas durante a noite. “Há um grupo sempre mais vulnerável, que são as pessoas mais idosas, as crianças, as pessoas grávidas, que têm um risco maior”, disse em declarações à Rádio Observador.
Nos hospitais, o reforço das equipas é feito sobretudo através de horas extraordinárias, admitiu o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto. O responsável alertou para a possibilidade de sobrelotação das urgências, caso a procura aumente de forma semelhante ao que já aconteceu em ondas de calor anteriores na Europa. “Os hospitais vão fazer aquilo que lhes é possível”, afirmou.
O Governo deverá anunciar uma rede nacional de locais de abrigo climatizados, destinados a proteger populações vulneráveis, incluindo pessoas sem abrigo e cidadãos sem condições adequadas de climatização em casa. Embora algumas ULS já articulem informação em tempo real com municípios, a cobertura ainda é desigual no território.
Apesar de melhorias na climatização das enfermarias hospitalares, persistem falhas: algumas unidades continuam sem ar condicionado e cerca de metade dos centros de saúde reportou problemas de climatização no último ano.

















