A histórica ilha de Luanda continua a ser um dos principais centros de lazer da capital angolana, mas os empresários estão a ser obrigados a reinventar os negócios perante as alterações fiscais, a descentralização urbana e a mudança dos hábitos de consumo, sendo que alguns estabelecimentos estimam que a faturação tenha caído entre 60% e 70%.
O ‘Miami Beach’ é um dos exemplos. O espaço, que chegou a receber cerca de mil pessoas nas grandes festas, reduziu significativamente a dimensão dos eventos e adaptou a oferta a um público mais diversificado. O aumento dos custos tornou alguns produtos difíceis de comercializar: uma dose de Jameson, por exemplo, teria de custar cerca de oito mil kwanzas para assegurar sustentabilidade.
Outro caso é o Quintal da Tia Guida, que emprega atualmente 44 trabalhadores. Perante a transferência de população e empresas para zonas como Talatona, o restaurante diversificou o menu, mantendo pratos tradicionais, e passou a apostar também em clientes empresariais, famílias e eventos.
Os empresários reconhecem vantagens na formalização da economia, mas alertam para dificuldades provocadas pelas novas exigências fiscais. Apesar das mudanças, defendem que a Ilha mantém capacidade para se reinventar e continuar como referência gastronómica e de entretenimento de Luanda.

















