A campanha eleitoral para a Presidência da República do Brasil começou oficialmente este domingo (16), com os principais candidatos a realizarem os primeiros atos públicos da disputa pelas eleições de 2026. A partir desta data, a propaganda passou a ser permitida nas ruas e na Internet, além de comícios, carreatas, passeatas e outras ações de campanha.
Luiz Inácio Lula da Silva escolheu São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, para dar início à campanha pela reeleição. O ato foi realizado no Estádio 1.º de Maio, na Vila Euclides, um local ligado à trajetória política do presidente e às greves dos metalúrgicos do final da década de 1970.
A escolha do espaço recupera um dos principais símbolos da trajetória política de Lula. A campanha pretende utilizar a ligação do presidente com o movimento sindical e com a região do ABC para reforçar a sua história política. No discurso de abertura da campanha, o líder histórico do PT também destacou temas como soberania nacional, políticas para as mulheres e ações na área da segurança pública.
Flávio Bolsonaro, candidato do PL, iniciou a campanha no Rio de Janeiro, com um comício na praia de Copacabana. O evento contou com um trio elétrico e reuniu aliados do partido, incluindo candidatos ao Senado pelo Estado.
Copacabana é um dos principais redutos políticos do bolsonarismo no Rio de Janeiro e já foi palco de grandes manifestações ligadas ao ex-presidente, Jair Bolsonaro. A campanha de Flávio aposta na segurança pública, no combate ao crime organizado e na defesa de uma agenda de direita. Durante o ato, o candidato também reforçou a defesa do legado político do pai e fez críticas ao Governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal.
Ronaldo Caiado, do PSD, começou a campanha em Goiás, Estado que governou durante dois mandatos. O candidato participou numa caravana pelo Entorno do Distrito Federal, passando por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental. O percurso terminou em Luziânia.
A estratégia de Caiado é apresentar os resultados da sua administração em Goiás como parte da sua proposta para o país. A segurança pública ocupa um lugar central no discurso do candidato, que também procura apresentar-se como uma alternativa tanto ao PT quanto ao bolsonarismo.
Romeu Zema, do Novo, escolheu Montes Claros, no norte de Minas Gerais, para iniciar a campanha presidencial. O candidato realizou um ato no Mercado Central do município. A escolha da cidade está relacionada à ligação de Zema com a região e a obras realizadas durante os seus dois mandatos como governador de Minas Gerais.
Entre as propostas apresentadas por Zema no início da campanha estão medidas mais duras na área da segurança pública. O candidato também voltou a criticar integrantes do Supremo Tribunal Federal e defendeu uma união do campo político de direita para enfrentar o PT na eleição.
Renan Santos, do Missão, iniciou a campanha em São Paulo, no Largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. O local tem relação com a trajetória do candidato, que estudou Direito na instituição e iniciou ali a sua atuação no movimento estudantil.
O ato de Renan também contou com a participação de integrantes da direção do partido e de aliados da campanha. O candidato adotou um discurso fortemente voltado para a segurança pública e para o combate ao crime organizado, além de fazer críticas a Lula e a Flávio Bolsonaro.
Os cinco candidatos escolheram locais com significado político ou pessoal para os primeiros atos da campanha. Lula voltou ao ABC Paulista, Flávio escolheu um dos principais símbolos do bolsonarismo no Rio, Caiado iniciou a disputa no Estado que governou, Zema optou pelo norte de Minas e Renan Santos escolheu um espaço ligado à sua trajetória estudantil.
Com o início oficial da campanha, os candidatos passam a poder pedir votos e ampliar as ações de rua e na Internet. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, porém, terá início apenas no dia 28.

















