A popularidade de medicamentos como Wegovy e Mounjaro está a criar um novo problema entre os adolescentes: a ideia de que emagrecer através de fármacos é uma opção quase banal para alcançar o “corpo perfeito”. Especialistas alertam para a combinação particularmente perigosa entre redes sociais, inteligência artificial e medicamentos da classe GLP-1.
Uma reportagem publicada por O Globo, originalmente da Bloomberg, conta o caso de Amelia Cate Prosser, australiana de 17 anos, que diz ter sido constantemente exposta nas redes sociais a anúncios de produtos para emagrecer e imagens de “antes e depois”. A jovem acabou por desenvolver anorexia e posteriormente bulimia.
Nos Estados Unidos foram emitidas, no último ano, cerca de 33 mil prescrições de Wegovy e Mounjaro para menores de 18 anos. Mais preocupante é o uso sem indicação médica: várias adolescentes entrevistadas disseram conhecer colegas que experimentaram medicamentos obtidos através de familiares ou amigos.
O TikTok tornou-se um dos principais centros deste fenómeno. Segundo a reportagem, até resumos produzidos por IA na plataforma chegaram a apresentar sugestões sobre o que dizer aos médicos para conseguir uma receita. Especialistas temem que a cultura das “canetas” transforme medicamentos destinados a tratar doenças em simples produtos estéticos.

















