Criar vídeos, podcasts e conteúdos para as redes sociais deixou de ser apenas uma ambição informal de milhares de jovens. Várias universidades norte-americanas estão a lançar licenciaturas, cursos e especializações destinados a preparar profissionais para a chamada “economia dos criadores”.
A Universidade Estadual do Arizona avançou com uma licenciatura em criação de conteúdos, integrada na sua escola de Jornalismo e Comunicação. O programa inclui disciplinas de produção em estúdio, apresentação diante das câmaras, podcasting, gestão de audiências, parcerias com marcas e desenvolvimento de uma identidade digital.
A iniciativa provocou críticas de quem considera que ser influenciador não constitui uma verdadeira profissão ou duvida que uma licenciatura consiga transformar um aluno num fenómeno viral. Especialistas lembram, contudo, que a produção de conteúdos exige trabalho, conhecimentos técnicos, capacidade comercial e uma relação permanente com as plataformas.
O mercado norte-americano deverá ultrapassar os 20 mil milhões de dólares anuais, mas grande parte desse dinheiro continua concentrada nas marcas e nas próprias plataformas. Há ainda o preço da formação: no Arizona, o custo total pode superar 37 mil dólares por ano para residentes e atingir 60 mil para alunos de outros estados. E há uma disciplina que nenhuma universidade garante conseguir ensinar: carisma.

















