O edifício do ministério da Educação da Albânia, em Tirana, foi incendiado esta quarta-feira, dia 14, durante uma série de protestos estudantis que têm provocado confrontos violentos com as autoridades. Há relatos de mais de 40 detidos e vários feridos, incluindo agentes da polícia.
Milhares de manifestantes concentraram-se junto ao ministério para exigir melhores condições nas universidades, a redução dos custos do ensino superior e mais oportunidades de emprego. Os protestos, que também contestam o Governo do primeiro-ministro Edi Rama, intensificaram-se quando alguns participantes começaram a lançar pedras e outros objetos contra o edifício.
Durante os confrontos, parte das instalações do ministério da Educação foi incendiada. A polícia de choque recorreu a gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar os manifestantes.
Segundo a Europa Press, mais de 40 pessoas foram detidas no âmbito dos protestos. As autoridades confirmaram ainda ferimentos entre os agentes policiais, enquanto outros manifestantes necessitaram de assistência médica.
A contestação estudantil juntou-se a um movimento antigovernamental mais amplo, conhecido como 'Revolução Flamingo', que começou em maio e exige a demissão de Edi Rama, num contexto de acusações de corrupção e falta de transparência.
A vice-primeira-ministra, Albana Koçiu, condenou os episódios de violência, defendendo que o direito à manifestação não pode servir de justificação para ataques a instituições e destruição de bens públicos.
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