Fernando Alexandre, de 49 anos, ordenou a abertura de um inquérito às escolas que terão recusado receber alunos apesar de terem capacidade para os acolher. O ministro da Educação, Ciência e Inovação revelou esta terça-feira, dia 15, que já pediu explicações sobre os casos e solicitou a intervenção da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC).
“Já tive a oportunidade de dizer que houve escolas que tinham capacidade e recusaram alunos”, afirmou Fernando Alexandre, explicando que pretende perceber por que motivo algumas instituições não aceitaram estudantes quando existiam condições para o fazer. O governante garantiu ainda que serão encontradas soluções para os alunos que continuam sem colocação, um problema que estará concentrado sobretudo na Grande Lisboa e na Península de Setúbal.
Segundo o ministro, a maioria das situações está relacionada com matrículas realizadas fora do prazo, motivadas, entre outras razões, pela deslocação das famílias ou pela mudança de alunos do ensino privado para o público. Nos últimos 15 dias, o Ministério da Educação tem reunido com as direções das escolas para encontrar respostas, que poderão passar pelo aumento do número de alunos por turma, pelo desdobramento de turmas ou, em último caso, pela instalação de monoblocos.
Fernando Alexandre garantiu ainda que a situação em Sintra estará resolvida e contestou os números avançados pela Fenprof, que apontavam para 744 alunos sem escola no concelho. Apesar disso, o ministro não revelou quantos estudantes continuam atualmente sem colocação a nível nacional.

















