A falta de transição entre o anterior governo de Gustavo Petro e o novo executivo colombiano terá prejudicado seriamente as primeiras operações de socorro após o violento terramoto de magnitude 7,4 que atingiu o país, deixando mais de 270 mortos e cerca de 500 desaparecidos.

O Presidente Espriella tinha tomado posse poucos dias antes da catástrofe e ainda não havia nomeado responsáveis para algumas das principais estruturas de proteção civil, sendo que a direção da Unidade Nacional de Gestão de Riscos só foi preenchida depois do sismo.

A desorganização teve consequências imediatas. As Nações Unidas chegaram a informar que não tinham recebido um pedido formal de ajuda; a China criticou publicamente a demora na indicação de um responsável para coordenar a assistência internacional; e o México preparou toneladas de material e 255 militares especializados em buscas e salvamento, mas teve de aguardar autorização colombiana para avançar.

Bogotá rejeita as acusações de critérios políticos na escolha dos países autorizados a prestar auxílio, sustentando que privilegiou equipas internacionalmente certificadas, mas especialiats citados pela imprensa consideram, porém, que a ausência de uma verdadeira passagem de poderes deixou a máquina de emergência sem comando numa altura crítica. Num desastre natural, as primeiras horas salvam vidas. Na Colômbia, parte desse tempo foi consumido pela burocracia.