O PCP requereu um debate de urgência potestativo sobre os exames nacionais para sexta-feira, dia 17, dia em que serão divulgados os resultados dos mais de 300 mil exames do ensino secundário, exigindo a presença do ministro da Educação, Fernando Alexandre, para prestar esclarecimentos no parlamento.

No requerimento entregue ao presidente da Assembleia da República, a que a Lusa teve acesso, os comunistas defendem que o ministro deve explicar as medidas adotadas para garantir que "nenhum estudante é prejudicado neste processo caótico de avaliação dos exames nacionais, cujos responsáveis são o ministério e o Governo".

O grupo parlamentar do PCP acusa ainda Fernando Alexandre de se furtar ao escrutínio parlamentar, ao recusar participar na Comissão de Educação antes de dia 21, data que o próprio indicou como possível para a audição. "Não podemos aceitar" essa posição, refere o PCP, considerando que o ministro deve prestar contas perante a Assembleia da República.

Na segunda-feira, recorde-se, o PCP tinha pedido uma audição urgente do governante e, na quarta-feira, o secretário-geral do partido, Paulo Raimundo, desafiou-o a comparecer no parlamento até ao final da próxima semana, admitindo avançar com um debate de urgência caso isso não acontecesse.

No requerimento agora apresentado, o PCP sustenta que persistem os problemas denunciados pelos professores classificadores, apontando orientações para corrigir provas incompletas, falhas e interrupções na plataforma informática de classificação e a "enorme pressão" sobre os docentes. Os comunistas criticam ainda o anúncio do pagamento de trabalho extraordinário aos professores, considerando que essa remuneração constitui uma obrigação legal e não uma medida excecional.

 O Chega também insiste num debate de urgência para sexta-feira, dia 17.