A venda do Banco Português de Gestão continua envolta em incerteza, três anos depois do anúncio do acordo entre a Fundação Oriente, liderada por Carlos Monjardino, e o grupo financeiro chinês VCredit Holdings.

O negócio, avaliado inicialmente em mais de 20 milhões de euros — podendo atingir os 35 milhões mediante determinadas variáveis — permanece bloqueado devido à ausência de luz verde regulatória por parte do Banco de Portugal e do Banco Central Europeu.

Segundo revelou o ECO, o impasse já está a afetar diretamente a atividade do banco. O BPG fechou 2025 com prejuízos de 7,4 milhões de euros, e a administração admite que a expectativa permanente em torno da venda limitou decisões estratégicas, comerciais e de gestão de risco.

Apesar da demora, aparentemente os chineses continuam oficialmente interessados, até porque segundo os analistas a aquisição do BPG é vista pelos investidores chineses como uma porta de entrada para o mercado financeiro europeu, começando por Portugal e posteriormente Espanha.

O 24Horas sabe que Carlos Monjardimo, depois de já terem falhado várias tentativas de venda do banco a grupos árabes, espanhóis e outros investidores internacionais, teve, através da Fundação Oriente, que fazer sucessivas injeções financeiras para manter os rácios prudenciais da instituição.

Enquanto a autorização definitiva não chega, a Fundação Oriente continua obrigada a sustentar financeiramente o banco, num cenário que começa a gerar crescente desgaste interno e incerteza sobre o futuro do BPG.