Os carros 100% elétricos podem vir a pagar um novo imposto para ajudar a financiar a manutenção das estradas portuguesas. A proposta é da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) e pretende aproximar a contribuição destes veículos daquela que já é feita pelos condutores de carros a gasolina e gasóleo através dos impostos sobre os combustíveis.
Atualmente, uma parte do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) contribui para o financiamento das infraestruturas rodoviárias. Como os veículos totalmente elétricos não utilizam estes combustíveis, ficam de fora desta contribuição. A AMT considera que a questão ganhará maior importância nos próximos anos, estimando que, dentro de quatro anos, entre 20% e 30% dos automóveis em circulação possam ser totalmente elétricos.
Caso a proposta avance, o valor a pagar deverá ser calculado de acordo com os quilómetros percorridos por cada automóvel. Para determinar a distância realizada, poderiam ser utilizados os dados registados durante as inspeções periódicas dos veículos.
A possibilidade de criar este imposto não reúne, contudo, consenso. Uma associação de utilizadores admite que uma contribuição dos veículos elétricos possa fazer sentido, mas espera que a medida não avance, alertando que um novo encargo poderá funcionar como um travão à compra de carros 100% elétricos.

















