Donald Trump, de 80 anos, voltou a criticar os carros elétricos durante um discurso em Las Vegas, transmitido pela NBC News, classificando como “doentes” e “loucos” os condutores preocupados com a autonomia das baterias e o risco de ficarem sem carga durante uma viagem.
O presidente dos EUA começou por defender a decisão de pôr fim ao chamado “mandato elétrico”, expressão que utiliza para se referir às políticas da administração de Joe Biden (83) destinadas a incentivar a utilização de veículos elétricos. Essas medidas, contudo, não obrigavam os cidadãos a comprar este tipo de automóvel.
“A esquerda radical quer banir uma coisa chamada gasolina. Temos 100 anos de gasolina e é o que as pessoas preferem. Eu terminei com o mandato elétrico”, afirmou.
Trump acrescentou que a decisão não agradou a Elon Musk (55), antigo aliado e conhecido defensor dos veículos elétricos: “Não quero falar sobre isto, porque o Elon não ficou propriamente emocionado comigo, mas tive de o fazer.”
O líder americano dedicou depois parte do discurso à chamada “ansiedade de autonomia”, expressão utilizada para descrever o receio de um condutor ficar sem carga suficiente para chegar ao destino sem encontrar um posto de carregamento.
“Já viram os sinais de estar a conduzir um carro elétrico? Eles são doentes, é uma doença”, afirmou, descrevendo a preocupação de quem vê a bateria diminuir enquanto procura um local para carregar: “Estas pessoas são loucas!”
Embora a rede de carregamento tenha aumentado nos últimos anos, a disponibilidade de postos nos Estados Unidos continua desigual, sobretudo fora dos grandes centros urbanos. Paralelamente, a evolução das baterias tem permitido aos modelos mais recentes percorrer distâncias cada vez maiores com uma única carga.
Durante o discurso, Trump esclareceu que os veículos elétricos representam cerca de 7% das vendas de automóveis no país, apesar dos incentivos e das políticas implementadas para acelerar a eletrificação do setor: “Gosto de carros elétricos, vendemos sete por cento”, disse, antes de defender novamente a importância do petróleo e da gasolina para a economia norte-americana.
No ano passado, a administração Trump avançou com o fim de incentivos fiscais à compra de veículos elétricos, numa mudança de política que procura travar o ritmo de eletrificação do mercado automóvel dos Estados Unidos e reforçar a aposta nos combustíveis tradicionais.

















