Cascais vai investir 23 milhões de euros na criação de novos museus e na renovação de equipamentos culturais já existentes. O programa prevê cinco aberturas até ao final de 2027 e outras duas até 2029, reforçando a oferta cultural e descentralizando-a por diferentes freguesias do concelho.

Entre os projetos anunciados pelo presidente da Câmara, Nuno Piteira Lopes, encontram-se os museus da Vila Romana de Casais Velhos, da Imprensa, da Língua, da Cantaria e da Pedra, do Teatro e o novo Museu do Mar 2.0. A Necrópole Neolítica da Alapraia e o Casal Saloio completam o conjunto de equipamentos a disponibilizar ao público.

O Museu da Língua, considerado pelo autarca o projeto com maior impacto, será instalado na Torre de Santo António, integrada nas muralhas da Fortaleza de Nossa Senhora da Luz. Concebido como um repositório vivo da diversidade linguística mundial, terá como elemento central uma espécie de “Arca de Noé”, onde serão preservadas obras emblemáticas em várias línguas, incluindo a Bíblia, o Alcorão, “Os Lusíadas”, “O Principezinho”, “Memorial do Convento” e a Constituição norte-americana. Está igualmente prevista a criação de um centro dedicado ao estudo de línguas extintas ou ameaçadas.

São sete, os novos museus que Nuno Piteira Lopes quer abrir em Cascais nos próximos anos

No antigo centro comercial Girassol ficará o Museu da Imprensa, projeto desenvolvido após o encerramento do News Museum, em Sintra. O espaço reunirá conteúdos sobre a história da imprensa regional, nacional e internacional, estando já assegurado financiamento para as obras de adaptação.

No Guincho, a Vila Romana de Casais Velhos será transformada num museu ao ar livre, com um circuito centrado na antiga Fábrica da Púrpura. O avanço do projeto depende apenas da autorização do Instituto, da Conservação, da Natureza e das Florestas. Também sem portas será o Museu da Cantaria e da Pedra, integrado numa antiga pedreira e pensado como local de cultura, conhecimento e criação artística.

O investimento mais ambicioso será o Museu do Mar 2.0, cuja conceção ficará a cargo de Eduardo Souto de Moura. Mais do que uma requalificação, será um novo museu, integrado paisagisticamente com a Casa das Histórias Paula Rego, a Casa Sommer, a Parada e o Parque Marechal Carmona.

Em Carcavelos, as ruínas da Quinta da Alagoa acolherão o Museu do Teatro, dedicado também à memória do Teatro Experimental de Cascais. Projetado por Miguel Arruda e José Manuel Castanheira, incluirá um auditório e permitirá alargar a rede cultural às freguesias de Carcavelos e Parede. A abertura deste equipamento e do novo Museu do Mar está prevista até 2029.