André Ventura, de 43 anos, admitiu esta segunda-feira, dia 8, que o Chega poderá permitir a aprovação, na generalidade, da proposta do Governo para criar a Prestação Social Única (PSU), desde que o PSD aceite introduzir alterações relacionadas com o acesso de imigrantes aos apoios sociais.
Em conferência de imprensa realizada na sede nacional do partido, em Lisboa, o presidente do Chega defendeu que a proposta apresentada pelo Executivo não responde às expectativas dos portugueses em matéria de atribuição de subsídios. “A proposta da PSU, como está, defrauda e é uma fraude aos objetivos principais que os portugueses têm, que é efetivamente haver moralização dos subsídios”, afirmou.
Segundo o líder do Chega, o partido apresentou ao PSD um conjunto de condições para viabilizar o diploma. Entre as exigências está a criação de um período mínimo de descontos para cidadãos estrangeiros que pretendam beneficiar da PSU, bem como a redução de alguns apoios sociais.
Ventura defendeu ainda que as prestações devem ser direcionadas para famílias com crianças que tenham necessidades especiais e para pessoas que, por motivos de saúde, estejam impossibilitadas de trabalhar.
“E que vamos atribuir parte dessas prestações aos emigrantes portugueses que queiram regressar a Portugal durante o período de um ano”, acrescentou.
O presidente do Chega garantiu que, caso os sociais-democratas aceitem este entendimento, o partido votará favoravelmente a proposta na generalidade, permitindo que o diploma siga para discussão na especialidade, fase em que poderão ser introduzidas alterações ao texto final.

















