O antigo presidente colombiano Álvaro Uribe anunciou que vai apoiar o candidato ultraconservador Abelardo de la Espriella na segunda volta das presidenciais, marcada para dia 21, num movimento que procura unir a direita contra o senador de esquerda Iván Cepeda, herdeiro político de Gustavo Petro.
A decisão surge após a derrota da candidata apoiada pelo uribismo, Paloma Valencia, afastada da corrida presidencial depois da primeira volta. Apesar das divergências e da perda de influência do antigo chefe de Estado sobre parte da direita colombiana, Uribe optou por cerrar fileiras em torno de De la Espriella, temendo uma vitória da esquerda.
Conhecido pelo seu discurso duro em matéria de segurança e pela guerra sem tréguas às guerrilhas durante os seus dois mandatos presidenciais, Uribe continua a ser uma das figuras mais polarizadoras da política colombiana. O apoio agora declarado reforça a tentativa de consolidar um bloco conservador e nacionalista em torno de De la Espriella, advogado e empresário que tem sido comparado, pelo estilo e retórica, a líderes como Donald Trump ou Javier Milei.
A segunda volta promete assim transformar-se num confronto ideológico direto entre dois projetos opostos: de um lado, a continuidade reformista representada por Cepeda; do outro, o regresso a uma agenda securitária e conservadora, agora patrocinada pelo próprio Uribe.

















