O advogado e empresário Abelardo de la Espriella, de 47 anos, candidato identificado com a extrema-direita colombiana, venceu neste domingo, dia 21, a segunda volta das eleições presidenciais, derrotando o senador de esquerda Iván Cepeda Castro numa das disputas mais renhidas da história recente do país.
Com 99,9% das mesas apuradas, De la Espriella obteve cerca de 49,66% dos votos, contra 48,70% de Cepeda, uma diferença inferior a um ponto percentual e próxima de 250 mil votos. A vitória representa uma mudança política significativa após quatro anos de governo do presidente Gustavo Petro, o primeiro chefe de Estado de esquerda da história colombiana. "O povo colombiano falou. Prometo restaurar a segurança, a ordem e a esperança", disse, no discurso de vitória, ele que desfilou no interior de uma viatura blindada.
Cepeda, aliado de Petro e apoiado pela coligação de esquerda, defendia a continuidade de políticas sociais e das negociações com grupos armados. Já De la Espriella construiu a sua campanha em torno de propostas de "mão dura" contra o crime organizado, combate ao narcotráfico e reforço da autoridade do Estado.
Conhecido pelo apelido de 'El Tigre', o presidente eleito é um outsider da política institucional e tornou-se uma figura mediática pela sua atividade como advogado e empresário. Admirador declarado de Donald Trump e próximo de outros líderes conservadores da América Latina, prometeu reduzir o peso do Estado, endurecer a política de segurança e rever várias medidas adotadas pelo atual governo.
Apesar de ter reconhecido a vantagem do adversário na contagem rápida, Iván Cepeda anunciou que irá contestar milhares de mesas eleitorais, alegando possíveis irregularidades. O presidente Gustavo Petro também pediu prudência até à conclusão do escrutínio oficial. As autoridades eleitorais apelaram à calma, sublinhando que os resultados definitivos dependerão da verificação judicial dos votos.
De la Espriella toma posse a 7 de agosto, encontrando um país profundamente polarizado e sem maioria parlamentar assegurada, o que poderá dificultar a concretização do seu programa de governo.

















