As urnas já fecharam na Colômbia e a contagem dos votos confirmou que a eleição presidencial será decidida numa segunda volta, agendada para dia 21 de junho, numa disputa direta entre a direita e a esquerda.
Com o escrutínio praticamente concluído, o candidato da oposição de direita, Federico Gutiérrez, garantiu a liderança nesta primeira fase, mas sem conseguir a maioria absoluta. Logo atrás surge o senador de esquerda Gustavo Petro, líder da coligação Pacto Histórico, que tenta levar a esquerda ao poder na Colômbia pela primeira vez na história recente do país.
O fecho desta primeira jornada eleitoral ficou marcado pelas fortes declarações do próprio Gustavo Petro. O candidato da esquerda recorreu às redes sociais e aos microfones dos jornalistas para manifestar a sua profunda desconfiança em relação ao sistema de contagem da Registraduría Nacional, o órgão que organiza as eleições.
Petro afirmou que há uma "vulnerabilidade total" no software de contagem dos votos e exigiu uma auditoria internacional imediata, sublinhando que pairam sérias dúvidas sobre a transparência do processo e que a sua candidatura estará atenta a qualquer indício de fraude na contagem final.
A campanha, que decorreu num clima de forte polarização e sob o espetro da violência política, dividiu os eleitores entre dois modelos completamente opostos para o futuro da nação. Gutiérrez conquistou uma base sólida com um discurso focado na ordem, na segurança pública e no apoio ao livre mercado, enquanto Gustavo Petro baseou a sua plataforma na promessa de reformas económicas profundas, justiça social e na transição ecológica. Com o país dividido ao meio, as próximas três semanas serão de intensas negociações e alianças políticas até ao veredicto final nas urnas.

















