Donald Trump, de 80 anos e Volodymyr Zelensky (48) têm encontro marcado para a próxima terça-feira, dia 28, na Casa Branca, numa fase em que continuam as tentativas diplomáticas para alcançar uma solução para o fim da guerra na Ucrânia.

A informação foi avançada pela agência Reuters, que cita uma fonte da administração norte-americana. A reunião entre os dois líderes acontece um dia depois de Zelensky ter anunciado uma parceria com a empresa norte-americana Raytheon para a produção de mísseis Patriot, após Washington ter autorizado o projeto através da emissão das respetivas licenças.

Entretanto, também os contactos entre os Estados Unidos (EUA) e a Rússia prosseguem. Na quarta-feira, 23, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov (76), reuniu-se com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio (55), em Manila, nas Filipinas, para discutir a situação na Ucrânia e possíveis caminhos para pôr termo ao conflito.

No final do encontro, Rubio admitiu que os EUA continuam disponíveis para ajudar a alcançar um acordo de paz, mas reconheceu que não existe uma solução imediata para o impasse.

"O desafio tem sido encontrar um fim que ambas as partes possam aceitar", afirmou o responsável norte-americano, acrescentando que Washington está pronto para intervir caso surja uma oportunidade de aproximação entre as partes.

Já Lavrov não prestou declarações aos jornalistas, mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia revelou que foi transmitida aos EUA a "inaceitabilidade" da continuação do fornecimento de armamento à Ucrânia. Moscovo reafirmou igualmente a sua disponibilidade para uma solução política e diplomática, em linha com os entendimentos alcançados durante a cimeira entre Vladimir Putin e Donald Trump, realizada no Alasca em 2025.

Por sua vez, Marco Rubio defendeu a necessidade de surgirem "novas propostas e ideias" que possam ser aceites tanto por Moscovo como por Kiev, sublinhando que o apoio militar norte-americano à Ucrânia continuará a ser assegurado através da NATO.

Também Zelensky voltou a insistir na importância de retomar as negociações de paz, que permanecem bloqueadas desde fevereiro. As conversações, mediadas por Washington, foram interrompidas após a ofensiva militar norte-americana contra o Irão.

Desde então, os ataques ucranianos em território russo intensificaram-se, enquanto Moscovo respondeu com um aumento dos bombardeamentos sobre Kiev e sobre a cidade portuária de Odessa, no Mar Negro.