A Assembleia da República vai instalar na próxima quarta-feira, dia 14, duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), dedicadas a casos que têm provocado forte debate político: os problemas registados nos exames nacionais de 2026 e as polémicas envolvendo Luís Neves, atual ministro da Administração Interna e antigo diretor nacional da Polícia Judiciária.
A decisão saiu esta quarta-feira, dia 7, da Conferência de Líderes. As duas comissões arrancam com apenas meia hora de diferença. A CPI aos exames nacionais será instalada às 11:30, seguindo-se, às 12:00, a comissão dedicada ao caso de Luís Neves.
No primeiro inquérito, os deputados vão escrutinar o processo de realização e correção dos exames nacionais deste ano. A passagem para um sistema totalmente digital de classificação foi acompanhada por problemas na plataforma informática e dificuldades logísticas. Sindicatos, professores e partidos da oposição criticaram a forma como a transição foi conduzida pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, tendo a Fenprof falado mesmo num cenário de “caos instalado”.
A segunda CPI terá como foco Luís Neves e as questões levantadas em torno da sua passagem pela direção nacional da PJ. O caso já motivou a abertura de três inquéritos-crime pela Procuradoria-Geral da República.
As investigações incidem sobre diferentes matérias, incluindo as relações pessoais de Luís Neves com empreiteiros, a gestão de bens apreendidos pela Polícia Judiciária e questões relacionadas com declarações de rendimentos. Caberá agora ao Parlamento definir o calendário de audições e a lista de responsáveis chamados a prestar esclarecimentos.
















