Foi rejeitada esta sexta-feira, dia 31, a proposta do Chega para ouvir, em sede da Comissão Permanente da Assembleia da República, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e a ministra da Justiça, Rita Júdice. O requerimento não passou devido à oposição de PSD, CDS-PP e PS.
No final da conferência de líderes, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, justificou a decisão, defendendo que a Comissão Permanente "não convoca ministros", limitando-se a promover debates durante a interrupção dos trabalhos parlamentares. O governante assegurou que o Executivo não recusou prestar esclarecimentos, mas considerou que esses deverão ocorrer "a seu tempo", nos mecanismos parlamentares próprios.
O Chega tinha solicitado a convocação urgente da Comissão Permanente para a próxima semana, propondo a audição dos dois ministros na terça ou quarta-feira. No requerimento, o partido de André Ventura considerava insuficientes e contraditórios os esclarecimentos prestados por Luís Neves sobre as polémicas relacionadas com o período em que liderou a Polícia Judiciária, alegando ainda a existência de novos factos que justificariam um novo escrutínio parlamentar.
Além da audição do ministro da Administração Interna, o partido pretendia ouvir Rita Júdice, por entender que a tutela da Polícia Judiciária exige esclarecimentos adicionais sobre o caso.
Apesar da rejeição do pedido, a conferência de líderes aprovou a realização de um debate na próxima segunda-feira sobre os problemas registados nos exames nacionais, com a presença de um membro do Governo. A representação do Executivo não terá, contudo, de ser assegurada pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre.

















