O Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) chega à Assembleia Geral de hoje , segunda-feira, 29 de junho, em situação de forte instabilidade interna. De acordo com fontes conhecedoras do processo, as divergências no seio do Conselho de Administração, em funções desde janeiro deste ano, agravaram-se ao ponto de uma das vogais se encontrar sem quaisquer pelouros atribuídos, num sinal claro de bloqueio na gestão da instituição.

A própria realização da Assembleia Geral é apontada pelas mesmas fontes como irregular: seria a primeira vez que o encontro se realiza fora do prazo legalmente previsto, com a documentação necessária à apreciação pelos associados a não ter sido remetida dentro dos prazos habitualmente exigidos, o que levanta dúvidas sobre o cumprimento dos procedimentos estatutários.

As críticas à atual administração não se ficam pelas questões formais. Fontes internas apontam falhas operacionais com impacto direto na segurança hospitalar, nomeadamente a alegada utilização de detergentes inadequados na lavagem de roupa hospitalar e a ausência de lavagem e desinfeção de contentores de resíduos hospitalares perigosos por falta de produtos apropriados. São ainda referidas falhas na área da manutenção, considerada crítica para o funcionamento das unidades de saúde servidas pelo SUCH.

Outra frente de contestação prende-se com a reorganização da estrutura dirigente da instituição. Segundo fontes internas, o presidente do Conselho de Administração terá substituído uma parte significativa dos diretores do SUCH por elementos provenientes do Hospital de Vila Franca de Xira, onde anteriormente exercia funções. As mesmas fontes alegam ainda que foi nomeado para o SUCH o seu companheiro, situação que tem gerado críticas e pedidos de esclarecimento internos.

A Assembleia Geral de hoje é encarada como um momento decisivo. Segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, poderá ser apresentada a demissão do atual Conselho de Administração, alegadamente já aceite pelo Ministério da Saúde.