A cobertura dos incêndios em Portugal espoletou uma guerra entre Daniela Santiago, de 52 anos, e Tânia Laranjo (54), depois de ambas recorrerem às redes sociais para defender visões distintas sobre o papel do jornalismo em cenários de emergência.
A jornalista da RTP foi a primeira a pronunciar-se, deixando críticas à forma como alguns meios de comunicação social têm acompanhado os fogos. Na publicação, defendeu que "o jornalismo não pode ser um espetáculo" e apelou a "mais rigor, mais contexto e menos dramatização", sustentando que, em situações de emergência, "informar não é competir pela imagem mais impressionante".
Daniela Santiago acrescentou ainda que "há uma responsabilidade acrescida quando se fala para populações que estão a viver momentos de enorme angústia".
A resposta da jornalista da CMTV não tardou. "As lições de jornalismo têm mais força com as botas cheias de cinza", criticou, numa referência direta ao trabalho desenvolvido junto das frentes de fogo.
Laranjo acrescentou que as equipas da CMTV estão "onde as pessoas precisam" e defendeu que mostrar a realidade "não é sensacionalismo, é estar presente".
A troca de mensagens rapidamente se tornou viral, dividindo opiniões nas redes sociais. Enquanto alguns internautas subscreveram o apelo de Daniela Santiago a uma cobertura mais contida e contextualizada, outros saíram em defesa de Tânia Laranjo, valorizando a presença contínua da CMTV nas zonas afetadas pelos incêndios e o contacto direto com bombeiros e populações.
A polémica reacendeu o debate sobre os limites entre a informação de proximidade, a cobertura em direto e o risco de espetacularização em contextos de catástrofe.
















