O arranque da 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior ficou marcado por uma adesão muito inferior ao habitual. De acordo com os dados publicados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), apenas 304 estudantes submeteram a candidatura esta segunda-feira, dia 20, primeiro dia do prazo, que decorre até 6 de agosto.
O número contrasta fortemente com o registado no ano passado. A 21 de julho de 2025, foram 10 mil e 183 os candidatos a formalizar a inscrição logo no primeiro dia, mantendo uma tendência habitual em que o arranque do concurso concentra um elevado número de candidaturas.
Este ano, porém, o processo ficou condicionado pelos problemas verificados na divulgação e correção das classificações dos exames nacionais do ensino secundário. As pautas foram afixadas na passada sexta-feira, 17, mas, desde então, milhares de alunos viram as suas notas alteradas devido a falhas detetadas no sistema.
Entre os problemas identificados estiveram erros na exportação de ficheiros, perguntas que ficaram por classificar e dificuldades na correção de itens de escolha múltipla, entre outras situações.
Durante uma audição no Parlamento, na manhã desta terça-feira, 21, o ministro da Educação garantiu que o mecanismo criado para corrigir estes erros está, a partir de hoje, "completamente operacional", assegurando que as classificações incorretas poderão ser revistas com rapidez.
A regularização destas notas é indispensável para os estudantes poderem obter a ficha ENES, documento emitido pela escola onde realizaram os exames e que reúne a média do ensino secundário, as classificações das disciplinas, as notas das provas de ingresso e o código necessário para concluir a candidatura ao ensino superior.
Outro fator que poderá estar a levar muitos alunos a adiar a candidatura é a ausência das médias nacionais dos exames. Estes dados permitem perceber o desempenho global dos estudantes em cada disciplina e servem frequentemente de apoio na escolha dos cursos e instituições.
Nesta primeira fase do concurso estão disponíveis cerca de 57 mil vagas distribuídas pelas universidades e institutos politécnicos públicos.

















