Pedro Santana Lopes defendeu, na noite de segunda-feira, no seu habitual espaço de comentário no NOW, que o Estado deve recuperar capacidade de intervenção num setor estratégico como o dos combustíveis.
A proposta surgiu a propósito da subida dos preços dos combustíveis e dos elevados lucros registados pelas empresas energéticas: “O Estado não entrou na REN para controlar setores estratégicos?", perguntou o antigo primeiro-ministro, para logo a seguir adiantar: "Então, pensem bem no que vamos fazer no setor dos combustíveis”, afirmou, reclamando uma reflexão sobre o assunto.
Santana Lopes considerou que o governo de Luís Montenegro tem de atuar perante um aumento que penaliza particularmente as famílias portuguesas, cujo rendimento per capita permanece abaixo do registado noutros países europeus.
Na sua opinião, em períodos de crise, o esforço não pode recair apenas sobre consumidores e contribuintes, devendo também abranger as empresas que operam em áreas essenciais.
O comentador criticou ainda as petrolíferas que apresentam resultados muito elevados: “Haver empresas petrolíferas com lucros superiores a mil milhões de euros, estamos a brincar...”, declarou.
Para Santana Lopes, um governo “que se preza” é social-democrata, não pode permitir que os privados acumulem lucros extraordinários num setor decisivo para a economia sem reforçar os mecanismos de regulação e controlo público.
















