João Cotrim de Figueiredo, de 64 anos, e André Ventura (43) são protagonistas do mais recente conflito que envolve a posição do Chega contra a Prestação Social Única (PSU), anunciada recentemente pelo Governo. O liberal acusou o rival do Chega de "estar ao lado dos seus", referindo-se à esquerda.

A crítica decorreu no espaço habitual de comentário de Cotrim na SIC Notícias, 'Visto Assim', aos domingos à noite. O antigo presidente da Iniciativa Liberal (IL) indicou que "o camarada Ventura, mais uma vez, esteve ao lado dos seus": "Já foi assim a legislação laboral, já foi assim no Tribunal de Contas."

O PSU, recorde-se. pretende integrar e fundir vários apoios sociais atualmente dispersos (como o Rendimento Social de Inserção, o subsídio social de desemprego e o Complemento Solidário para Idosos) num único mecanismo.

O deputado europeu foi questionado, ainda, se Ventura não tinha alguma razão ao dizer que esta lei beneficiava os imigrantes e Cotrim acusou mesmo Ventura de "tresler", ou seja, alguém que perdeu o juízo por ler ou estudar em demasia.

"Não sabe ler", disparou, no estúdio da estação de Laveiras. "O que a lei diz claramente é que só as pessoas que tenham residência legal há mais de um ano em Portugal é que podem ter direito. E, para terem residência legal, é muito difícil estarem desempregados – não é impossível. Mas, se o estiverem, estão nas mesmas condições que os portugueses desempregados, que também têm necessidade desses apoios sociais. E alguém que obteve residência em Portugal tem com certeza tanto direito a receber essa prestação como os outros", considerou.