Exmo. Senhor Diretor do 24 Horas
Nuno Melo, por si e enquanto Ministro da Defesa Nacional e presidente do CDS-PP, visado em notícia falsa de autoria da Redacção 24 H, publicada na plataforma de notícias do 24 Horas sob o título “Sondagem-Fantasma: Nuno Melo Foge a dizer quem a fez”, no dia 23 de Setembro de 2026, vem exercer Direito de Resposta ao abrigo do disposto na Lei de Imprensa (Lei n.º 2/99, de 13 de janeiro, na sua redação atual), nos termos do disposto nos artigos 24.º, 25.º e 26.º e com os seguintes
F U N D A M E N T O S
1.º No dia 23 de Setembro de 2026, na plataforma noticiosa do 24 Horas, foi publicada uma notícia com o título “Sondagem-Fantasma: Nuno Melo Foge a dizer quem a fez”, de autoria da Redação 24 H,
2.º Notícia esta que é totalmente falsa.
3.º Com efeito, refere a identificada notícia que no final da audição na Comissão Parlamentar de Defesa, que teve lugar no dia 22 de Setembro, “onde foi explicar aos deputados o negócio da compra de três fragatas para a Marinha”, o “repórter do 24Horas questionou-o” sobre uma sondagem que Nuno Melo invocou na reentre do CDS dias antes em Albergaria-a-Velha, e “em vez de esclarecer essa simples questão, o ministro da Defesa e líder do partido hesitou, e visivelmente atrapalhado, virou as costas e abandonou rapidamente o local, escapando assim a atribuir a ‘paternidade’ a um alegado estudo de opinião que, segundo ele, apontava para um resultado capaz de quadruplicar a votação obtida pelo partido nas legislativas de 2022”. De seguida, na mesma notícia, foram efetuadas diversas outras considerações negativas.
4.º Ora, isto nunca aconteceu. Na verdade, nenhum jornalista, de qualquer órgão de comunicação social, abordou, questionou, menos conversou com o Requerente no final da referida audição que teve lugar na Comissão Parlamentar de Defesa Nacional,
5.º Que de resto foi gravada,
6.º Sendo que, durante esta audição, bem como ao longo de todo o percurso, desde a saída da sala onde a mesma decorreu, até ao abandono da Assembleia da República, o Ministro da Defesa Nacional esteve permanentemente acompanhado pelo Secretário de Estado Adjunto da Defesa Nacional, Alvaro Castello-Branco, o Sub Director-geral de Armamento e património da Defesa Nacional, Almirante António Mateus, o Assessor de imprensa do ministério da Defesa Nacional Armando Seixas Ferreira, diversos técnicos-especialistas e adjuntos do Ministério da Defesa Nacional e Deputados, que obviamente o atestam, sem exceção.
7.º Ou seja, a notícia em causa confabula sobre uma realidade que nunca existiu, relata o que nunca aconteceu, falseia e manipula a opinião pública,
8.º Sendo motivo de repúdio e estupefação perante todos, que se interrogam sobre como tal pode ocorrer na comunicação social portuguesa, 51 anos depois de instaurado o regime democrático, em violação das mais elementares regras constitucionais e legais que regulam a atividade da comunicação social, fundamentais num Estado de Direito.
9.º Noticiando o que sabe ser falso, mais uma vez, o 24 Horas lesa premeditadamente o bom nome, a honra e a consideração do Requerente, em violação do Código Deontológico dos Jornalistas, que sob o n.º 1 determina que: “o jornalista deve relatar os factos com rigor e exatidão e interpretá-los com honestidade (…)”, da Lei e da Constituição da República Portuguesa,
Pelo exposto, e nos termos do disposto no artigo 26.º da Lei de Imprensa, deverá o presente exercício do Direito de Resposta ser publicado com o mesmo relevo da peça que o justificou e igual destaque, quer na plataforma noticiosa do 24 Horas, quer em quaisquer redes sociais do 24 Horas, eventualmente utilizadas para divulgação da mesma notícia.
A publicação deste Direito de Resposta não invalida o direito do visado recorrer igualmente aos tribunais comuns e à ERC, para salvaguarda do seu bom nome.
Lisboa, 30 de setembro de 2026
Nota da redação: a redação do “24Horas” reitera a notícia veiculada e continua a aguardar, que S. Exca., o Ministro da Defesa Nacional, enquanto Presidente do CDS-PP, informe qual a entidade responsável pelo estudo de opinião / sondagem que atribui ao indicado Partido uma subida que quase quadruplica as intenções de voto, conforme referido pelo Sr. Ministro, Dr. Nuno Melo, em Albergaria-a-Velha.

















