Cerca de duas dezenas de pessoas, muitas delas menores, foram detidas em Bilbau, depois dos graves distúrbios provocados por grupos de encapuzados que incendiaram carros e contentores, atacaram a polícia e saquearam comércios familiares.

Os protestos tinham sido convocados contra um evento de Vito Quiles, que acabou por não se realizar. Depois de uma mobilização maciça contra a sua presença, o comunicador anunciou que não iria à cidade por razões de segurança. Vito Quiles é um comunicador espanhol , apresenta-se como jornalista, mas grande parte da imprensa espanhola descreve-o como agitador de extrema-direita.

Segundo o conselheiro de Segurança do Governo Basco, Bingen Zupiria, os grupos causaram incidentes junto à Universidade de Deusto e nas imediações da esquadra da Ertzaintza, e seguiram depois para o centro, na zona de Indautxu, onde saquearam lojas de comércio familiar, e não de grandes marcas. Uma mota da Polícia Municipal foi incendiada e usada como barricada, e vários carros estacionados ficaram destruídos.

O Governo Basco considera que os distúrbios estavam "perfeitamente preparados" e teme que grupos violentos estejam a tentar copiar em Bilbau métodos já vistos em Barcelona.

O presidente da câmara, Juan Mari Aburto, classificou os acontecimentos como "arrepiantes" e manifestou solidariedade com os comerciantes cujas lojas foram saqueadas. A Ertzaintza carregou sobre os grupos e foi fazendo detenções ao longo da noite.

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