A dívida pública de Angola registou uma redução expressiva nos últimos seis anos, passando de 115,9% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2020, para 51,2% em 2026. Uma descida de 64,7 pontos percentuais que traduz uma melhoria significativa dos indicadores de endividamento do país.

Esta evolução está associada às medidas de consolidação orçamental, disciplina financeira e reformas económicas implementadas pelo Executivo de João Lourenço, que permitiram reduzir o peso da dívida na economia e melhorar a gestão das finanças públicas.

A diminuição do endividamento representa igualmente uma oportunidade para reduzir os encargos com juros e libertar recursos financeiros destinados a sectores prioritários, como a saúde, a educação e as infraestruturas.

Paralelamente, a economia não petrolífera registou um crescimento médio de 5,2% nos últimos dois anos, reforçando a importância da diversificação económica e da redução da dependência das receitas provenientes do petróleo.

Apesar destes indicadores positivos, Angola continua confrontada com desafios estruturais, nomeadamente o elevado peso da economia informal, a necessidade de aumentar as receitas fiscais e de melhorar a eficiência da despesa pública.

A sustentabilidade desta trajetória dependerá, contudo, da evolução dos preços do petróleo, da capacidade de atrair investimento e da consolidação do crescimento económico, fatores determinantes para assegurar a estabilidade financeira do país a médio e longo prazo.