O Hôtel de Ville de Limoges, sede da câmara municipal e edifício de 1883, ficou em grande parte destruído pelo incêndio ateado ontem à noite, no fim da manifestação contra o custo de vida. A cidade acordou este domingo sem o telhado e sem o campanário.

O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, escreveu ao presidente da câmara a garantir uma investigação transparente para apurar as responsabilidades dos autores, dos seus cúmplices e o papel de militantes da ultraesquerda. Lecornu prometeu que a câmara será reconstruída e disse que nenhuma violência tem desculpa política.

O protesto em Limoges fazia parte da jornada nacional contra o custo de vida e juntou cerca de 5.000 pessoas. Segundo o prefeito, várias centenas eram indivíduos radicalizados e extremamente violentos. No fim da manifestação, partiram vidros, entraram no edifício e atearam o fogo. A seguir atacaram a prefeitura, enquanto outros pilhavam lojas no centro da cidade.

O telhado ruiu em parte sobre os andares inferiores e desapareceram dois terços da fachada. O presidente da câmara, Guillaume Guérin (LR), acusa a polícia de ter recuado por falta de meios e pede ao Governo um plano especial de reconstrução. Lecornu deverá deslocar-se a Limoges esta semana.

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