Woody Allen terá sido uma das portas de entrada de Jeffrey Epstein nos círculos influentes franceses. Uma investigação do jornal Le Monde descreve como o financeiro usou a proximidade ao cineasta para alargar a sua rede de contactos em Paris.
A relação começou em 2010, quando Allen e a mulher, Soon-Yi Previn, foram convidados para jantar na mansão de Epstein, em Nova Iorque, com o príncipe André. O anfitrião já tinha cumprido pena num caso de exploração sexual de menores.
Seguiram-se anos de mensagens, presentes e favores. Segundo a investigação, Allen e a família viajaram no avião privado de Epstein. O realizador recebeu um roupão, 31 pares de cuecas e 31 camisolas interiores da marca suíça de luxo Zimmerli, no valor de 9858 dólares. Soon-Yi foi presenteada com um Apple Watch Hermès.
Em sentido inverso, Allen agradeceu os esforços de Epstein para facilitar a entrada da filha Bechet no Bard College. A correspondência inclui um pedido para que a jovem não soubesse antecipadamente da admissão.
Em França, a notoriedade do cineasta terá ajudado Epstein a aproximar-se de figuras da política e dos negócios. O artigo refere uma fotografia com Axel Dumas, dirigente da Hermès, que afirmou ter recusado sucessivas tentativas de encontro do financeiro.

















