O ex-deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro reuniu-se esta quarta-feira, em Washington, com representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos para defender a aplicação de novas sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O encontro contou também com a participação do empresário Paulo Figueiredo. Segundo informações divulgadas pela imprensa brasileira, os dois pediram medidas contra Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes.
Durante a reunião, Eduardo Bolsonaro e Figueiredo defenderam que Moraes volte a ser incluído na lista de pessoas sancionadas pelo Escritório de Controlo de Ativos Estrangeiros, órgão ligado ao Departamento do Tesouro norte-americano. O ministro brasileiro foi alvo de sanções ao abrigo da Lei Global Magnitsky em 2025, mas a medida foi retirada em dezembro daquele ano.
Em relação a Flávio Dino e Gilmar Mendes, os dois apresentaram ao Governo norte-americano a alegação de que haveria elementos para justificar a aplicação de sanções também contra os dois ministros.
A iniciativa ocorre um dia depois de uma sessão marcada por fortes divergências no STF em torno do chamado Caso Master. Eduardo Bolsonaro havia afirmado anteriormente que pretendia apresentar às autoridades norte-americanas registos da sessão e defender uma nova ronda de sanções.
A reunião em Washington ocorre ainda num momento de tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Na terça-feira, o Governo de Donald Trump enviou ao Congresso norte-americano um documento no qual criticou a atuação brasileira no combate ao crime organizado e mencionou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

















