A Ferrari parece ter respondido da melhor forma às críticas que acompanharam a apresentação do Luce, o primeiro modelo totalmente elétrico da marca italiana. Apenas dois meses depois da sua revelação, o construtor de Maranello já vendeu as 500 unidades previstas para entrega em 2026, demonstrando que a aposta na eletrificação pode coexistir com a exclusividade que caracteriza a insígnia do “Cavallino Rampante”.
Quando foi apresentado, o Luce gerou forte contestação entre os puristas da marca. A ausência do tradicional som do motor V8 ou V12 e um design considerado demasiado discreto levaram a uma onda de críticas nas redes sociais, refletindo-se também na bolsa, onde as ações da Ferrari chegaram a cair 8,3% na sessão seguinte ao anúncio.
No entanto, a procura acabou por superar as dúvidas. Com um preço de cerca de 550 mil euros, toda a produção prevista para o próximo ano foi rapidamente reservada, sobretudo por clientes da China e por empresários norte-americanos ligados ao setor tecnológico. O primeiro exemplar produzido será leiloado na Califórnia, podendo ultrapassar os 1,1 milhões de dólares, com as receitas a serem destinadas a fins filantrópicos.
Fiel à sua estratégia de exclusividade, a Ferrari disponibilizou o Luce apenas aos clientes mais antigos e fiéis da marca, reservando o acesso ao modelo para quem já integra o restrito círculo dos seus compradores mais importantes. Paralelamente, a marca procurou conquistar uma nova geração de clientes mais recetiva à mobilidade elétrica.
Desenhado por Jony Ive, antigo responsável pelo design do iPhone, o Luce integra a estratégia da Ferrari para que, até 2030, 20% da sua gama seja eletrificada, com o objetivo de vender cerca de 2.500 unidades deste modelo nos próximos anos.

















