A Apple avançou com um processo contra a OpenAI, acusando a empresa criadora do ChatGPT de se apropriar de segredos comerciais através da contratação de antigos funcionários da tecnológica. A OpenAI rejeita as acusações.

A ação foi apresentada num tribunal federal de San Jose, na Califórnia, e marca um novo capítulo na crescente tensão entre as duas empresas, que chegaram a ser parceiras em 2024 para integrar o ChatGPT nos equipamentos da Apple.

Segundo a Apple, a OpenAI seguiu uma estratégia para obter informação confidencial sobre o desenvolvimento de produtos, recorrendo ao recrutamento de antigos quadros da empresa.

Entre os visados está Tang Tan, antigo executivo da Apple e atual responsável pelos produtos físicos da OpenAI. A tecnológica alega que o ex-funcionário levou documentos internos quando deixou a empresa em 2024 e que tentou obter mais informação junto de trabalhadores da Apple interessados em mudar para a OpenAI.

Outro ex-funcionário, Chang Liu, é acusado de ter conservado equipamentos da Apple e de continuar a aceder à rede informática da empresa depois de ter saído.

A Apple refere que mais de 400 antigos colaboradores trabalham atualmente na OpenAI e considera que as situações agora identificadas podem ser apenas "a ponta do icebergue". A empresa pede ao tribunal que impeça a utilização de informação confidencial e exige uma indemnização, cujo valor não foi divulgado.

Em resposta, a OpenAI garante que "não está interessada em informações confidenciais de outras empresas" e aacrescenta estar a analisar as alegações.

O processo surge numa altura em que a OpenAI aposta no desenvolvimento de dispositivos com Inteligência Artificial, depois de ter comprado, em 2025, a empresa io Products, cofundada pelo antigo designer da Apple Jony Ive, num negócio avaliado em 6,5 mil milhões de dólares.