Paulo Lopo, de 61 anos, quebrou o silêncio sobre a polémica que envolve a arbitragem portuguesa e rejeitou qualquer tentativa de influenciar a nomeação de árbitros quando era presidente do Estrela da Amadora. O antigo dirigente garante estar de "consciência tranquila" e considera que o clube está fora do caso.
O nome de Paulo Lopo surgiu associado a suspeitas de uma eventual influência do E. Amadora nas nomeações de árbitros na reta final da última temporada, numa altura em que o clube lutava pela permanência na Primeira Liga. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária (PJ).
"Nego categoricamente! Acho que essa narrativa não faz o mínimo sentido", afirmou, em entrevista ao jornal A Bola. Paulo Lopo confirmou que esteve reunido duas vezes com Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, mas garantiu que Duarte Gomes também esteve presente nesses encontros.
Segundo o antigo dirigente, as reuniões serviram para abordar decisões de arbitragem que tinham provocado descontentamento no E. Amadora. Lopo garantiu que nunca pediu qualquer benefício para o clube e classificou os encontros entre dirigentes e o Conselho de Arbitragem como um procedimento normal.
Paulo Lopo revelou ainda que nunca foi chamado a prestar declarações sobre o caso pela PJ, pelo Ministério Público (MP) ou pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Sobre Pedro Proença, presidente da FPF, assegurou que nunca falou com o dirigente sobre arbitragens.
O antigo presidente do Estrela acredita que o seu nome surgiu na polémica como "efeito colateral de outro tipo de guerras" e recusou fazer julgamentos enquanto o processo estiver em segredo de justiça. "O Paulo Lopo é uma pessoa séria. Já o era antes de vir para o futebol e vai continuar a ser sério e leal", concluiu.

















