Pelo menos 46 pessoas morreram esta quarta-feira na colisão entre dois comboios de alta velocidade, um AVE da Renfe e um da operadora privada Iryo, perto de Urda, na província de Toledo, em Espanha, segundo a Proteção Civil de Castela-La Mancha, citada pela imprensa espanhola. Há dezenas de feridos.
O balanço é provisório e os números divergem. O jornal El Español, citando os serviços de emergência regionais, fala em pelo menos 39 mortos, enquanto o Governo de Castela-La Mancha confirmou oficialmente, através da porta-voz Esther Padilla, pelo menos dez vítimas mortais.
O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, cancelou a agenda do dia, tal como o Governo espanhol. O presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno, lamentou o acidente e comparou-o a um novo pesadelo.
Segundo fontes do Ministério dos Transportes, o AVE terá embatido na traseira do comboio da Iryo, que estaria parado. Duas carruagens da Iryo descarrilaram e caíram por um talude. Desconhece-se ainda por que razão o AVE não travou a tempo.
O choque ocorreu às 8h54 (7h54 em Lisboa), entre Mora, Orgaz e Urda, no quilómetro 118 da linha Madrid-Sevilha, trajeto que ambos os comboios faziam.
O Governo regional ativou o plano de emergência e mobilizou a Guardia Civil, bombeiros, Proteção Civil e Cruz Vermelha. A Andaluzia enviou unidades móveis de cuidados intensivos e a Comunidade de Madrid enviou bombeiros e apoio psicológico às vítimas. A câmara de Urda está a preparar um pavilhão municipal para acolher os feridos.
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