A seguradora Fidelidade contesta o valor de um milhão de euros exigido pela família de Ana Paula, uma das vítimas mortais do acidente do elevador da Glória. Entre os argumentos apresentados, defende que o sofrimento da vítima antes da morte terá durado menos de um minuto.
A família de Ana Paula reclama uma indemnização de um milhão de euros, que poderá ser paga de forma faseada. No entanto, a Fidelidade questiona o montante pedido e considera que o período de sofrimento da vítima foi reduzido.
Segundo os representantes legais da seguradora, citados pelo advogado da vítima mortal, “decorreram 33 segundos desde os preparativos para a viagem, 20 segundos desde o início do movimento e mais dois a três segundos até à imobilização total”. Com base nesta cronologia, argumentariam que, apesar da intensidade do sofrimento, este não se prolongou no tempo, tendo durado menos de um minuto.
A seguradora sustentará ainda que Ana Paula utilizava diariamente aquele meio de transporte e que, por isso, deveria conhecer os riscos associados à sua utilização.
O acidente do elevador da Glória ocorreu há cerca de um ano e provocou 16 vítimas mortais. Até ao momento, apenas quatro famílias conseguiram concluir os respetivos processos de indemnização.















