A colisão entre dois comboios de alta velocidade, esta quarta-feira, dia 28, de manhã, perto de Urda, na província espanhola de Toledo pode ter causado 50 vítimas mortais.
O balanço provisório é de de 30 mortos confirmados pelos serviços de emergência de Castela-La Mancha. No local, o presidente do governo regional, Emiliano García-Page, especificou que 24 das vítimas seguiam no comboio da Renfe e seis no da Iryo. García-Page indicou ainda que há cerca de 50 feridos graves e alguns em estado muito grave, e admitiu que é provável que o número de mortos aumente.
A colisão aconteceu por volta das 8h54 locais (7h54 em Lisboa). O AVE 2080 da Renfe, que fazia a ligação Madrid–Sevilha, embateu na traseira do Iryo 6076, que seguia à frente no mesmo sentido. Com o impacto, as duas últimas carruagens do Iryo descarrilaram e caíram por um talude. Seguiam a bordo 544 passageiros: 397 no AVE e 147 no Iryo, incluindo um bebé.
Fontes do Governo espanhol apontam como causa provável um erro humano de um operador da Adif, a empresa que gere a infraestrutura ferroviária, cometido durante uma falha no sistema principal de sinalização. As primeiras investigações concentram-se no centro de controlo ferroviário de Atocha, em Madrid. As condições meteorológicas foram afastadas como possível causa.
A circulação ferroviária entre Madrid, Ciudad Real e a Andaluzia foi totalmente suspensa. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, cancelou a agenda pública prevista para esta manhã.
O Presidente da República, António José Seguro, enviou uma mensagem de pesar ao rei Felipe VI.
O acidente acontece em plena campanha para as eleições legislativas espanholas de 29 de novembro e nove meses depois da tragédia de Adamuz, na província de Córdova. A 18 de janeiro, uma colisão entre dois comboios de alta velocidade fez ali 46 mortos e mais de uma centena de feridos.
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