Begoña Gómez, de 55 anos, mulher de Pedro Sánchez, vai ser julgada por alegados crimes de corrupção, tráfico de influências, peculato e apropriação indevida.
A decisão foi tomada pelo juiz responsável pelo caso, que considera existirem indícios suficientes para levar o processo a julgamento. A investigação decorreu durante cerca de dois anos e analisou várias atividades profissionais e académicas ligadas à mulher do primeiro-ministro espanhol.
No mesmo processo serão também julgados a assessora Cristina Álvarez e o empresário Juan Carlos Barrabés.
Segundo a investigação, Begoña Gómez terá alegadamente utilizado a sua posição e proximidade ao chefe do Governo espanhol para beneficiar determinados projetos e entidades. As suspeitas estão relacionadas com iniciativas desenvolvidas na Universidade Complutense de Madrid e com possíveis favorecimentos a empresas privadas.
Além da abertura do julgamento, o tribunal aplicou medidas cautelares à mulher de Pedro Sánchez. Entre elas estão a entrega do passaporte, a proibição de sair de Espanha sem autorização e a obrigação de comparecer regularmente perante as autoridades judiciais.
A defesa de Begoña Gómez rejeita todas as acusações e garante que não foi cometida qualquer ilegalidade. Também o Ministério Público contestou parte da investigação e, em várias fases do processo, defendeu o seu arquivamento.

















