Os Estados Unidos estão a mobilizar cerca de 600 militares para a América Latina, numa nova fase da estratégia do Governo de Donald Trump contra o narcotráfico. O contingente vai participar em exercícios militares com forças locais, numa operação que abrange o Panamá, a Colômbia e as Honduras.
Os primeiros soldados pertencem à 10.ª Divisão de Montanha do Exército norte-americano e começaram a ser enviados para uma nova estrutura de treino na selva, no Panamá. Posteriormente, os militares deverão participar em exercícios na Colômbia e nas Honduras, podendo também apoiar forças de operações especiais norte-americanas.
A mobilização integra um reforço mais amplo da presença militar dos Estados Unidos na região. O Pentágono transferiu ainda drones MQ-9 Reaper de África para a Colômbia e o Equador, enquanto Washington procura aprofundar a cooperação com governos latino-americanos no combate às organizações criminosas.
A estratégia inclui igualmente a preparação de uma estrutura de comando militar para o hemisfério ocidental, com sede em Miami. Segundo responsáveis norte-americanos, a intenção é ampliar a capacidade de coordenação das operações e manter a pressão sobre as redes de tráfico de droga.
A possibilidade de alargar as operações a território terrestre gera, contudo, preocupações sobre a soberania dos países envolvidos e os riscos para a população civil. Alguns responsáveis militares dos Estados Unidos também questionam a falta de objetivos claramente definidos para a campanha e alertam para o risco de o país se envolver num conflito prolongado sem uma estratégia de saída.

















