O exército dos Estados Unidos fez mais um ataque contra uma embarcação suspeita de estar ligada ao tráfico de droga no Oceano Pacífico, provocando a morte de três homens, segundo informações divulgadas pelas autoridades norte-americanas.

Com esta operação, o número de vítimas mortais ultrapassa as duas centenas desde o início da campanha militar lançada pela Administração Trump em setembro do ano passado.

Numa publicação na rede social X, o Comando Militar dos EUA para a América Latina e Caraíbas (Southcom) afirmou que "o navio navegava ao longo de rotas conhecidas de tráfico de droga no Pacífico Oriental e participava em operações de tráfico de droga".

"Três narcoterroristas do sexo masculino foram mortos durante esta ação", acrescentou a mesma entidade.

As imagens divulgadas pelo Southcom mostram a embarcação parada em mar aberto momentos antes de ser atingida por uma explosão de grande intensidade.

Trata-se do quarto ataque semelhante realizado em menos de uma semana. A operação anterior, tornada pública na terça-feira, deixou dois sobreviventes, um cenário pouco frequente numa campanha militar que contabiliza menos de dez sobreviventes desde o seu arranque.

Apesar das acusações, Washington continua sem apresentar provas públicas que confirmem o envolvimento das embarcações visadas em atividades de narcotráfico.

Especialistas em direito internacional e responsáveis das Nações Unidas têm criticado estas operações, classificando-as como possíveis execuções sumárias e extrajudiciais.

A ofensiva teve início na área de responsabilidade do Southcom e surgiu num contexto de crescente pressão sobre o regime venezuelano. A campanha intensificou-se após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro numa operação conduzida por forças norte-americanas em Caracas, a 3 de janeiro, que culminou com a sua transferência para Nova Iorque.

Desde então, os Estados Unidos têm levado a cabo sucessivos ataques no Pacífico e nas Caraíbas contra embarcações que alegadamente integram redes de tráfico de droga com destino ao território norte-americano.

Entretanto, um organismo de supervisão do Pentágono abriu uma investigação para avaliar a legalidade destas operações. Segundo a imprensa dos EUA, a análise irá centrar-se no cumprimento dos chamados "ciclos conjuntos de seis fases de direcionamento", que abrangem todas as etapas da operação militar, desde a identificação do alvo até à avaliação dos resultados do ataque.

Crédito: @ULTIMAHORAENX