Volodymyr Zelensky, de 48 anos, antecipou o prazo dado pelos manifestantes, que terminava na sexta‑feira, e demitiu o comandante das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi, cedendo à contestação e revolta que se intensificou após a saída do popular ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov. Os protestos, entretanto suspensos, exigiam o regresso de Fedorov ao governo.
Numa publicação nas redes sociais, o presidente ucraniano agradeceu a Syrskyi pelo papel decisivo na defesa de Kiev, nos primeiros dias da invasão russa, em 2022, e noutras operações militares. O chefe de Estado nomeou Mykhailo Drapatyi, até agora comandante das Forças Conjuntas, como sucessor.
Zelensky afirmou que todos os esforços continuam focados em “derrotar o inimigo” e criar condições que obriguem Moscovo a aceitar a paz, prometendo formalizar as decisões esta quarta‑feira. Nos últimos dias, o presidente tem divulgado várias reuniões com comandantes militares, mostrando‑se atualizado sobre as frentes de combate da guerra, que já dura há mais de quatro anos.
Os manifestantes exigiam não só a saída de Syrskyi, mas também o regresso de Fedorov – algo que, até ao final da noite de terça‑feira, permanecia incerto. As duas figuras representam visões distintas da condução da guerra: Fedorov está associado à modernização das Forças Armadas, enquanto Syrskyi simboliza uma estrutura de comando mais tradicional, herdada da era soviética.
Segundo o jornal ucraniano Kyiv Independent, Zelensky ponderava há dias afastar Syrskyi, mas resistia a reintegrar Fedorov no Ministério da Defesa.
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