Os Estados Unidos anunciaram a conclusão de uma nova vaga de ataques contra posições iranianas, numa altura em que Teerão acusa Washington de ter quebrado o cessar-fogo, alcançado em junho. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), foram atingidos sistemas de defesa aérea, radares, equipamentos de lançamento de mísseis e drones, além de pequenas embarcações.
"O estreito de Ormuz é uma rota marítima essencial para o comércio mundial. O Irão não o controla", garantiu o CENTCOM, esta segunda-feira, dia 13.
As autoridades iranianas revelam que um bombardeamento em Mahchahr provocou um morto e quatro feridos. Em resposta, lançaram novos ataques contra vários países do Médio Oriente, incluindo Bahrein, Kuwait, Qatar, Jordânia e Omã. A Guarda Revolucionária confirmou uma nova operação militar, enquanto Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do parlamento iraniano, deixou um aviso: "Terminou o tempo dos acordos unilaterais. Cumpram a palavra ou enfrentem as consequências."
Teerão sustenta que os Estados Unidos violaram grande parte dos termos do acordo temporário e destruíram os esforços diplomáticos, feitos nos últimos meses. O entendimento previa um período de 60 dias para preparar negociações de paz, mas acabou substituído por sucessivas trocas de ataques em torno do estreito de Ormuz, por onde passa uma parte significativa do comércio mundial de petróleo e gás natural.
O conflito começou em 28 de fevereiro, após a morte do líder supremo Ali Khamenei, e agravou a instabilidade energética internacional. Donald Trump admitiu que as forças norte-americanas realizaram bombardeamentos intensos e já sugeriu que o acordo provisório poderá estar terminado.

















