As classificações médias dos exames nacionais do ensino secundário registaram descidas em disciplinas como Português, Biologia e Geologia e Literatura Portuguesa, enquanto Matemática A foi uma das provas que apresentou melhorias face ao ano passado, segundo os dados divulgados pelo Júri Nacional de Exames (JNE).
O exame de Português, obrigatório para a maioria dos alunos e o mais realizado da primeira fase, contou com 76 mil e 736 provas e terminou com uma média de 11,4 valores, abaixo dos 12,6 registados em 2025.
Também Biologia e Geologia, realizada por 34 mil e 487 estudantes, viu a média baixar de 12,4 para 11,1 valores. Em Filosofia, a classificação média desceu de 10,4 para 10 valores, enquanto Literatura Portuguesa passou de 10,6 para 9,6 valores, tornando-se a única disciplina com média negativa nesta primeira fase.
No sentido inverso esteve Matemática A, cuja média subiu de 10,5 para 11,4 valores entre os 36 mil e 812 alunos que realizaram a prova. Também Matemática Aplicada às Ciências Sociais melhorou, passando de 9,2 para 10,5 valores, enquanto Matemática B registou uma ligeira descida, de 11,6 para 11,3 valores.
Entre todas as disciplinas, Mandarim (iniciação) voltou a destacar-se com a média mais elevada, 16,8 valores, embora tenha sido realizado por apenas 20 alunos. Seguiu-se Inglês, com uma média nacional de 15,3 valores, obtida entre 11 mil e 812 estudantes.
No extremo oposto ficaram Literatura Portuguesa, Filosofia e Matemática Aplicada às Ciências Sociais, que registaram as classificações médias mais baixas desta primeira fase.
De acordo com o JNE, foram efetuadas 342 mil e 812 inscrições para os exames nacionais, das quais resultaram 303 mil e 563 provas realizadas.
Este foi também o primeiro ano em que todos os exames do ensino secundário foram corrigidos em formato digital. O processo, no entanto, ficou marcado por diversos problemas técnicos, que provocaram atrasos na divulgação das classificações e obrigaram à revisão de várias notas.
As pautas começaram a ser afixadas apenas na noite de sexta-feira e muitos alunos receberam inicialmente classificações incompletas ou incorretas, devido às falhas identificadas durante o processo de avaliação.
Perante a situação, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, reconheceu os problemas, garantindo, contudo, que nenhum estudante será prejudicado.
Apesar dos constrangimentos, o calendário da primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que decorre até 6 de agosto, manteve-se inalterado, tal como o da segunda fase dos exames nacionais, que está atualmente em curso.
Já os alunos que entendam ter sido afetados pelas falhas poderão realizar provas numa época especial, prevista para setembro, tendo posteriormente acesso à segunda fase do concurso de ingresso no ensino superior, cujo calendário deverá ser ajustado para acomodar esses casos.
Veja em baixo os resultados dos exames nacionais do segundário na primeira fase:

















