A República de Estudantes Marias do Loureiro acusa a Universidade de Coimbra (UC) de promover uma situação de "assédio imobiliário" e de avançar com um processo de despejo do edifício onde funciona, na Alta da cidade.

Em comunicado, as estudantes revelam que receberam, em 15 de julho, uma notificação enviada pelo escritório de advogados que representa a universidade, informando da intenção de denunciar o contrato de arrendamento.

As universitárias criticam a falta de diálogo por parte da instituição e afirmam que a decisão pode levar ao encerramento da histórica república. Acusam ainda a universidade de não apresentar garantias de realojamento nem de regresso ao edifício após as obras, além de alegarem que deixaram de receber as contas da água e da eletricidade e os apoios habitualmente atribuídos às repúblicas.

As estudantes dizem também nunca ter tido acesso ao relatório da vistoria técnica realizada ao edifício e questionam a ausência de um plano concreto para a reabilitação do imóvel.

Em resposta, a Universidade de Coimbra confirma que notificou as residentes para abandonarem o edifício, mas explica que a decisão foi tomada por motivos de segurança. Segundo a instituição, as vistorias técnicas e uma avaliação da Proteção Civil concluíram que o imóvel não reúne condições de habitabilidade.

A universidade garante ainda que propôs alojamento temporário em residências universitárias e assegurou a possibilidade de regresso após a requalificação do edifício, proposta que, segundo a UC, foi recusada pelas repúblicas. Perante a falta de acordo, e depois de obter autorização ministerial, a instituição avançou com a denúncia dos contratos de arrendamento.