Um antigo agente responsável pela proteção da família real britânica terá denunciado ao FBI alegadas falhas nos procedimentos de segurança que permitiam a Andrew Mountbatten-Windsor, de 66 anos, receber mulheres no Palácio de Buckingham sem que as visitas ficassem devidamente registadas. A informação foi avançada pelo The Times.

Paul Page, que integrou a equipa de proteção real entre 1997 e 2004, afirma que as regras terão sido flexibilizadas em determinadas ocasiões para permitir a entrada de visitantes associados ao antigo príncipe sem o habitual registo nos diários de bordo da polícia.

Segundo o jornal britânico, Page contactou recentemente as autoridades norte-americanas, depois de alegar que a polícia britânica não deu seguimento aos seus pedidos para fornecer informações relacionadas com Andrew e as ligações ao caso de Jeffrey Epstein.

Num documento entregue no início deste mês à embaixada dos Estados Unidos em Londres, Page apresentou-se como potencial testemunha e afirmou estar disponível para prestar declarações que pudessem ser confrontadas com documentos, outros testemunhos e material de investigação.

Entre os episódios que diz ter observado está a entrada de Ghislaine Maxwell (64) no Palácio de Buckingham. Maxwell cumpre atualmente uma pena de 20 anos de prisão nos Estados Unidos por crimes relacionados com o tráfico sexual de vítimas para Epstein.

Page afirmou ao FBI que tinha conhecimento de situações em que os procedimentos habituais aplicados aos visitantes do palácio não teriam sido seguidos da mesma forma quando estavam em causa pessoas relacionadas com Andrew.

O antigo agente descreveu ainda o acesso de Maxwell ao palácio como suficientemente invulgar para despertar a atenção dos elementos da equipa de proteção. Disse também ter dúvidas sobre o nível de escrutínio aplicado a determinados visitantes e sobre a informação relacionada com Andrew.