O Irão mantém contactos indiretos com os Estados Unidos através de países mediadores e já terá transmitido a Washington as condições que considera necessárias para terminar o conflito, afirmou este domingo, dia 20, o presidente do Parlamento iraniano.
Mohamad Baqer Qalibaf, de 65 anos, que lidera a equipa de negociação com os norte-americanos, revelou que foram trocadas mensagens entre as duas partes. Segundo o responsável, Teerão fez chegar “explicitamente” as suas exigências através de intermediários.
“Enquanto as condições do Irão não forem cumpridas, não haverá possibilidade de regressar ao estado anterior das negociações nem de reabrir o estreito de Ormuz”, afirmou Qalibaf durante uma sessão parlamentar realizada por videoconferência, citado pela agência estatal ISNA.
As declarações surgiram depois de Mohsen Rezaei (72), secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, também ter confirmado a existência de contactos indiretos com Washington. O responsável referiu-se às sete condições apresentadas por Teerão para avançar nas negociações: “A mensagem de Teerão é clara e inequívoca: se Washington quiser sair do atoleiro em que se meteu e evitar enredar-se ainda mais, não tem outra opção senão aceitar os direitos e as condições do Irão.”
A ISNA não especificou quais são as sete exigências. No entanto, declarações feitas por responsáveis iranianos nas últimas semanas apontam para várias condições, entre as quais o fim dos combates em todas as frentes, incluindo no Líbano, a libertação de ativos iranianos congelados no estrangeiro e o levantamento do bloqueio naval aos portos e navios do país.
Os novos sinais de diálogo surgem antes da deslocação a Teerão de Mohsin Naqvi (47), ministro do Interior do Paquistão. Islamabad é um dos países envolvidos nos esforços de mediação entre o Irão e os Estados Unidos.

















