O comércio externo de Angola registou um crescimento homólogo de 18,5% em junho, impulsionado sobretudo pelo aumento das exportações petrolíferas, segundo os mais recentes dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). No mesmo período, as importações cresceram 43,8%, refletindo uma maior procura de bens no mercado internacional.
As exportações atingiram cerca de 2,72 biliões de kwanzas (mais de 2,5 mil milhões de euros), enquanto as importações ascenderam a 1,56 biliões, permitindo ao país manter um saldo comercial positivo, ainda que inferior ao registado no mês anterior. A redução do excedente resulta, em grande medida, da evolução do preço internacional do petróleo, que continua a influenciar de forma decisiva o desempenho das contas externas.
A China manteve-se como o principal destino das exportações angolanas, absorvendo perto de 40 por cento das vendas ao exterior. Seguiram-se Índia, Países Baixos, Tailândia e Espanha. Do lado das importações, a China voltou igualmente a liderar como principal fornecedor de Angola, seguida pelos Estados Unidos, Ilhas Marshall, Países Baixos e Portugal.
Apesar da forte dependência do setor petrolífero, alguns segmentos da economia não petrolífera registaram desempenhos positivos. Os produtos químicos e farmacêuticos, bem como as indústrias do plástico e da borracha, apresentaram um crescimento expressivo nas exportações, ainda que representem uma parcela reduzida do total.
Os números evidenciam os progressos alcançados na recuperação da atividade económica, mas também confirmam que a diversificação das exportações continua a ser um dos maiores desafios estruturais do país.
Reduzir a dependência do petróleo e aumentar o peso dos produtos transformados será determinante para reforçar a resiliência da economia angolana perante a volatilidade dos mercados internacionais.

















