A inteligência artificial e os semicondutores continuam a dominar as apostas dos maiores investidores mundiais, mas os gigantes de Wall Street começam a seguir estratégias muito diferentes. Os principais fundos revelaram as posições das suas carteiras no final do segundo trimestre e confirmaram que o setor tecnológico continua no centro das decisões.
A Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, mantém uma exposição reduzida aos fabricantes de semicondutores, enquanto Cathie Wood reforçou posições em empresas associadas às novas tecnologias. George Soros também ajustou significativamente a carteira, enquanto Ray Dalio reduziu parte da exposição ao setor. Bill Ackman voltou a concentrar investimentos num número limitado de empresas.
Os números ajudam a explicar o fascínio: o índice de semicondutores ganhou cerca de 53% desde o início do ano, superando largamente o S&P 500.
Mas existe uma mensagem importante: mesmo entre os investidores mais experientes do planeta já não existe consenso sobre até onde pode ir a valorização da inteligência artificial. A tecnologia continua a entusiasmar — mas o medo de uma bolha começa a acompanhar a euforia.

















