Flávio Bolsonaro, de 45 anos, classificou como uma possível “pescaria probatória” e um caso de perseguição a operação policial que teve como alvo uma ONG ligada à produtora responsável pelo filme Dark Horse, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As declarações foram feitas durante uma visita ao Mercado Central de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Segundo o senador, eventuais suspeitas sobre contratos públicos devem ser investigadas, mas sem que haja tentativas de relacionar o caso à produção cinematográfica sobre o antigo chefe de Estado.
A investigação centra-se no Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização ligada à empresária Karina Gama, proprietária da produtora Go UP Entertainment. As autoridades apuram suspeitas de irregularidades num contrato com a Câmara Municipal de São Paulo, cujo valor terá aumentado ao longo da execução.
Flávio Bolsonaro afirmou que, caso sejam confirmadas irregularidades, os responsáveis deverão prestar esclarecimentos às autoridades. Ainda assim, rejeitou qualquer ligação entre a operação e o filme Dark Horse.
A deslocação do senador a Belo Horizonte integra a sua agenda política para as eleições presidenciais de 2026, num momento em que Minas Gerais é considerado um dos estados mais estratégicos para a disputa pelo Palácio do Planalto.

















