A senadora Tereza Cristina (PP-MS) admitiu pela primeira vez a possibilidade de integrar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro como candidata a vice-presidente, num sinal de aproximação entre o Partido Liberal (PL) e o Progressistas para as eleições brasileiras. A decisão, contudo, continua dependente do aval da direção nacional do PP, federado com o União Brasil, e poderá ter impacto em alianças estaduais construídas em torno da candidatura de Lula da Silva.
Depois de ter rejeitado a hipótese na semana passada, Tereza Cristina afirmou que está disponível para discutir o convite, sublinhando, no entanto, que qualquer decisão terá de ter em conta não apenas critérios políticos, mas também aspetos pessoais. A antiga ministra da Agricultura é apontada como um dos nomes mais fortes do agronegócio brasileiro e a sua eventual entrada na chapa é vista como uma forma de reforçar o apoio desse setor à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Segundo o jornal Valor, a reaproximação ganhou força após contactos com dirigentes do PL, incluindo o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Apesar disso, persistem reservas no PP, onde alguns dirigentes receiam que uma aliança nacional possa comprometer acordos regionais estabelecidos com partidos da base de apoio do Presidente Lula.
A possibilidade de Tereza Cristina integrar a chapa surge numa fase de reorganização da campanha de Flávio Bolsonaro, marcada pela recente substituição da equipa de comunicação. O objetivo é reforçar a candidatura numa altura em que o senador procura consolidar uma coligação ampla à direita e ganhar competitividade na corrida ao Palácio do Planalto. A confirmação da aliança dependerá agora das negociações entre os partidos nas próximas semanas.

















